sábado, 23 de outubro de 2010

PLANO DIRETOR DE ARBORIZAÇÃO URBANA DE CAMPO GRANDE
Palestra proferida pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano

Em 15 de Setembro de 2010, foi realizada no Auditório do CCHS campus central da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, apresentação do Diagnóstico do Plano Diretor de Arborização Urbana de Campo Grande.

O evento foi inserido na programação da disciplina Planejamento Urbano II, oferecida para alunos de 6.o semestre da graduação,mas foi aberto apra a comunidade acadêmica em geral. O convite partiu da disciplina Planejamento Urbano, do Curso de Arquitetura e Urbanismo, e teve apoio da Pró-Reitoria de Ensino da UFMS e do nosso Grupo de Pesquisa.

terça-feira, 23 de março de 2010

AGENDA DE REUNIÕES DE PESQUISA PARA 2010

GRUPO DE PESQUISA:

NOSSAS REUNIÕES NESTE ANO DE 2010 ESTARÃO ACONTECENDO ÀS TERÇAS FEIRAS DAS 15 AS 17H NA SALA DE PÓS GRADUAÇÃO DO DEC, NO 1.O SEMESTRE. JÁ NO 2.O SEMESTRE PASSAM PARA AS QUARTAS FEIRAS NO MESMO HORÁRIO.

A PRIMEIRA ESTÁ MARCADA PARA 23-3 E OS ASSUNTOS QUE SERÃO DISCUTIDOS:

. RELATÓRIOS DE PESQUISA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
. NOVOS PLANOS DE PESQUISA
. EDITAIS PARA RECURSOS NO ANO-CALENDÁRIO 2010.

AGUARDAMOS TODOS!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

relato da vinda do prof. Demostenes







A presença do prof., Demóstenes foi importante para o ARBOREA Grupo de Pesquisa em Arborização Urbana, balizando as atividades e propostas do grupo, colaborando com seu conhecimento e experiencia de pesquisa, estimulando os novos pesquisadores e iniciando parcerias .
O prof. Demóstenes é integrante do Grupo de Pesquisas ARBOREA e mantém um grupo de pesqusias na ESALQ_-USP, denominado Grupo de Pesquisas em Silvicultura Urbana.O prof. Dr. Demóstenes também atua no Departamento de Ciências Florestais, Laboratório de Silvicultura Urbana, como professor, pesquisador e orientador da linha de pesquisa de mesmo nome.

Atualmente é secretário da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, região Sudeste . Sua presença, falando de sua experiencia em ensino e pesquisa, trouxe importante estímulo ao prosseguimento da consolidação da pesquisa na área, dentro da UFMS.

Sua palestra teve um público de mais de 50 pessoas, entre alunos de Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Ambiental, Química, Biologia e Jornalismo, da UFMS e UNIDERP, profissionais dos orgãos públicos ligados a arborização urbana e meio ambiente e representantes da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, SBAU.

Para o Curso de Arquitetura e Urbanismo e para o DEC, contribuiu com suporte conceitual e metodológico para as pesquisas em andamento na sequencia de Urbanismo e, de uma forma abrangente, uma contribuição ao esforço de criação do curso de Pós Graduação no Departamento.

A agenda foi a seguinte:

27-10
10h40 recepção no aeroporto de Campo Grande, prof.a Eliane ( DEC- ARBOREA) e prof. Ivo Leite ( DQI-Arandú)
11h30 almoço
13h30 recepção no DEC, prof.a Eliane e prof. Gutemberg
13h45 encontro com prof. Amancio , diretor do CCET
14h00 reunião no Laboratório de Sensoriamento Remoto, prof. Tony
15h30 reunião com o Grupo de Pesquisa ARBOREA
16h00 recepção pela Reitoria da UFMS prof. João Ricardo, voce-reitor
17h00 palestra aberta à comunidade academica e secretarias municipai afetas ao meio ambiente, no anfiteatro das Químicas
20h00 jantar com o Grupo de Pesquisa Arborea

28-10
8h00 encontro com o secretário Muncipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano dr. Marcos Cristaldo
9h00 visita ao Programa Árvores Centenárias e áreas verdes de Campo Campo Grande, com o dpto de áreas verdes, o Grupo Arborea e o prof. Antonio Correa, delegado regional Centro-Oeste da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana
11h30 almoço com o grupo ARBOREA, prof. Antonio Correa e prof. Gutemberg Weingartner, UFMS, DEC
13h30 visita aos parques das Nações Indígenas e Sóter, Grupo de Pesquisa ARBOREA e prof. Antonio Correa
15h30 saída para o aeroporto


Agradecemos à prof.a Célia MAria, Reitora da UFMS e à Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós Graduação da UFMS, Coordenação de Pesquisa, prof. Henrique Mongelli e agora prof.a Rosana Zanelatto, que desde agosto vêm apoiando as nossas iniciativas e viabilizaram a vinda do prof. Demóstenes.

fotos: Danilo Nery, Jornalismo UFMS






reunião do Grupo de Pesquisa em 11-11-09

Realizou-se das 12h00 às 14h30 a reunião do GP Arborea com o seguinte conteúdo:

1. assunto: pesquisa "Configurações Urbanas, Paisagem e Ambiente em Mato Grosso do Sul"; (Eliane, Carlos e Douglas)
atividades: andamento e orientações; definição de métodos de inventário, amostragem de entrevistas e locais para aplicação nas bacias de Campo Grande;
propecção de novos planos de pesquisa utilizando suporte se sensoriamento remoto disponivel no laboratório de sensoriamento remoto da UFMS.

2. assunto: pesquisa Arborização Urbana no Brasil" (Eliane, Michelle e Arielle)
atividades: nova composição da equipe de pesquisa, agendas e previsão das próximas etapas; previsão de conclusão da pesquisa, distribuição de tarefas

3. extensão OfiCiência Arquitetura (Eliane, Danielle, Michelle e Arielle);
atividades: programação da próxima edição em Aquidauana e datas; dia 14-11 pré-reunião no CPAQ; dia 21-11 evento; aguardemos definição das oficinas

4. formação do acervo do Grupo de Pesquisa (todos);
atividades propostas: atribuição de responsabilidades para fazer o back up de eventos e publicações, gestão do acervo

5. editais novos de fomento à pesquisa (todos)

6. próxima reunião do grupo (às 13h00 de 18-11, aguardar confirmação de pauta)

Presentes:

Carlos Eduardo B Silva
Douglas L L Gallo
Danielle Fabrão
Arielle Nogueira
Michelle de Lázari

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Alterações do Código Florestal! Alerta!

Uma das mais importantes leis ambientais brasileiras está sofrendo grandes ameaças, afinal há cerca de um mês foi formada comissão especial com membros da bancada ruralista, no Congresso Nacional, para analisar projetos de modificação do Código Florestal.

Abaixo disponibiliza-se o download da Lei do Código Florestal e do Projeto de Lei do novo Código Florestal que está gerando tanta polêmica. O Instituto Socioambiental (ISA) organiza um abaixo-assinado e pede apoio
ENTENDENDO A POLÊMICA
Download Código Florestal – LEI Nº 4.771, DE 15 DE SETEMBRO DE 1965.
Download Novo Código Florestal – PROJETOS DE LEI Nº 6.424, DE 2005 , PL 6.840/2006 e PL 1.207/2007.

ATO PÚBLICO EM DEFESA DO CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO

Em defesa da Lei nº 4.771/65, Código Florestal, a Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” sediará, com apoio de diversas instituições e entidades piracicabanas, o Ato Público contra projeto de lei que, se aprovado, pode entrar para a história como um marco no retrocesso e no caminho contrário aos esforços de proteção ambiental.

Nesse dia haverá a exposição de opiniões e reflexões sobre as alterações do Código Florestal e a divulgação de um manifesto destinado a colher a assinatura de representantes de instituições, personalidades da área e da cidadania sensibilizada pela questão.

Nesta última quarta-feira, 04 de Novembro, a sessão da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, foi impedida por pressão popular e ação de diversas ONGs, de votar, sem discussão prévia e democrática, a provação do projeto de Lei 6424, de 2005, de relatoria do deputado Marcos Montes (DEM-MG), com os apensos PL 6.840/2006 e PL 1.207/2007.

As novas alterações no Código Florestal permitem flexibilidades perigosas, tais como, a sobreposição de Reservas Legais e Áreas de Preservação Permanente, a anistia para os desmatamentos realizados antes de julho de 2006 (sem obrigatoriedade de recuperação) e a definição das Áreas de Preservação Permanentes (APPs) pelos poderes locais.

Se aprovado, por ser de caráter terminativo, ele segue para a Comissão de Constituição e Justiça e depois para votação em Plenário da Câmara, com posterior sanção do presidente da República.

Diante de tal emergente situação, a população acadêmica e civil propõe a realização do Ato Público em Defesa do Código Florestal e em defesa da participação democrática da sociedade nas decisões que implicam na qualidade ambiental e de vida de todos, convidando atores relevantes da área a se manifestarem publicamente no dia 12 /11, a partir das 19 horas, no Anfiteatro do Pavilhão de Engenharia, da ESALQ/USP, em Piracicaba.

Este é um evento GRATUITO e aberto a todos.Os convidados que já confirmaram presença, além dos representantes de todas as entidades que assinam este convite, são Dr. Paulo Afonso Leme Machado, fundador da Sociedade Brasileira de Direito Ambiental e reconhecido internacionalmente pelas suas contribuições na área, Isis Akemi Morimoto, analista ambiental do IBAMA/SP, advogada e mestre em Ciências Florestais, estando convidados também todos os deputados que atuam na região, Vereador Paiva de Piracicaba, a senadora Marina Silva, o Professor Aziz Ab’ Saber e o jornalista Washington Novaes.

Fazendo uma performance teremos o Fabiano Mazzili, engenheiro florestal e integrante da Banda Os Pamonheiros.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

2° Simpósio de Geotecnologias no Pantanal (GeoPantanal)

De 7/11/2009 a 11/11/2009
Faltam 3 dias para o início do evento. Duração: 5 dias

O 2° Simpósio de Geotecnologias no Pantanal (GeoPantanal) será realizado de 7 a 11 de novembro em Corumbá (MS), com a apresentação de tecnologias espaciais que permitem processar imagens da maior área inundável do Brasil.
O evento é organizado pela Embrapa Informática Agropecuária e Embrapa Pantanal, unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul .
O coordenador geral de Observação da Terra do Inpe, João Vianei Soares, falará sobre “O sistema mundial de observação da Terra” na solenidade de abertura, marcada para dia 8, às 19h30, no Hotel Nacional.
Entre os temas que serão abordados no simpósio estão “análise de paisagem”, “aplicações computacionais em geotecnologias”, “avaliação de impacto e gestão ambiental”, “cartografia e banco de dados geográficos”, “geoprocessamento”, “modelagem ambiental” e “monitoramento de fauna”.
Ivan Bergier, da Embrapa Pantanal, coordenará uma mesa-redonda sobre impactos das ações antrópicas no rio Taquari.
O simpósio terá ainda seis minicursos, realizados nos dias 7 e 8. Um deles é específico para educadores dos ensinos fundamental e médio e alunos dos cursos de licenciatura que queiram utilizar imagens espaciais em aulas.
Mais informações: www.geopantanal2009.cnptia.embrapa.br, geopantanal@dsr.inpe.br ou (12) 3945-6932 e 3945-6450.

sábado, 31 de outubro de 2009

2º Seminário Paulistano de Calçadas

O XXIII Ciclo de Debate Município Saudável promove o
Em sua segunda edição o seminário paulistano de calçadas irá apresentar um panorama da recuperação e padronização de calçadas que começou em 2004 na cidade da São Paulo e hoje é seguido em varias cidades do país. O seminário será no dia 6 de novembro de 2009 e as inscrições são gratuitas.


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CLIQUE AQUI PARA VER A PROGRAMAÇÃO E
FAZER SUA INSCRIÇÃO
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Saiba um pouco das história das calçadas paulistanas:

Artigo: Recuperando as calçadas e a cidadania - publicado em 2006 no Boletim do Instituto de Arquitetos do Brasil - departamento São Paulo

O ano de 2004 marca o inicio da história que passo a relatar. Em agosto deste ano foi organizado pelo gabinete do Vereador Gilberto Natalini, na Câmara Municipal, o primeiro Seminário Paulistano de Calçadas. Até aquele momento, arquitetos, cidadãos e poder público nunca haviam se reunido para discutir como administrar os aproximadamente 30 mil quilômetros de calçadas que existem na cidade de São Paulo. O evento aproximou diversas entidades ligadas ao assunto que, até então, não tinham sistematizado um trabalho conjunto.

Durante o seminário, alguns dados expostos chamaram especialmente a atenção dos espectadores e da imprensa paulista como, por exemplo, o fato de 40% das viagens serem feitas a pé, de (segundo o IBGE) 15% da população ter algum tipo de deficiência e de que 42% dos acidentados no trânsito que vão ao Hospital das Clínicas são pedestres.

A partir deste seminário, diversos compromissos foram firmados entre as entidades e os parlamentares Gilberto Natalini e Walter Feldman, promotores do evento.

No inicio de 2005, o novo prefeito da cidade de São Paulo declara que resgatar o apreço da população pelos espaços públicos é uma de suas prioridades, pois somente com o envolvimento dos munícipes é possível recuperar a paisagem urbana paulista. Utilizando como referencia o livro de Jane Jacobs (Morte e vida de grandes cidades), a nova equipe de técnicos da Prefeitura busca enfrentar esse desafio. Neste contexto, o passeio público ganha uma importância que nunca teve em São Paulo.

Em fevereiro de 2005 é montada uma comissão intersecretarial, que reúne 8 secretarias municipais, 27 entidades como o IAB, ABCP, CREA, ABAP, ASBEA e a ABRASPE-SP. Esta comissão faz a revisão da legislação e elabora uma estratégia de recuperação e padronização do passeio público.

Este trabalho culmina, em maio, no 1° Fórum Paulistano de Passeio Público, ocorrido no Anhembi, onde foi apresentado o PROGRAMA PASSEIO LIVRE e o Decreto nº 45.904 --que define novas normas para construção de calçadas, com o propósito de facilitar a vida de pedestres e pessoas portadoras de necessidades especiais.

Este decreto introduz inovações: primeiro, inclui como obrigação diversas normas de acessibilidade; em seguida, divide a calçada em faixas que organizam o espaço para as diferentes funções que o passeio tem --tráfego de pedestres, lazer e suporte do mobiliário urbano.

Uma terceira questão importante envolve os materiais permitidos. A antiga legislação definia três tipos de materiais como regulamentados: mosaico português, ladrilho hidráulico e o “cimentado”, e permitia outros materiais mediante aprovação da prefeitura --algo que de fato não ocorria, resultando em uma falta de padrão e continuidade do piso nas ruas da cidade. Com o atual Decreto, ficam permitidos somente os seguintes tipos de piso: bloco intertravado, placa pré-moldada de concreto, ladrilho hidráulico e cimento liso ou estampado; os demais pisos não podem ser usados e o granito e o mosaico português ficam restritos aos locais históricos onde já estão incorporados à paisagem. Com isso, gradativamente deverá diminuir a diversidade de materiais e, conseqüentemente, teremos uma maior continuidade do passeio.

O programa PASSEIO LIVRE envolve 6 ações principais, são elas:

1) Atualização da legislação;

2) Elaboração de cursos e materiais informativos para divulgar o novo decreto aos arquitetos, engenheiros e demais profissionais envolvidos, bem como à população interessada;

3) Capacitação dos técnicos da Prefeitura para atualizar as equipes de obra e fiscalização;

4) Inclusão social da população de rua ou albergada, através da montagem de cooperativas e frentes de trabalho desta população, que passa a ser treinada para a profissão de construtor de calçadas (calceteiros);

5) Parcerias com empresas, associações e entidades para recuperação de calçadas de responsabilidade do munícipe e requalificação de vias comerciais;

6) Execução das calçadas sob responsabilidade da Prefeitura e de vias estruturais.

Os calceteiros

Em junho de 2005, através de um convenio entre Prefeitura, SENAI e ABCP, surge o programa das frentes de trabalho para calceteiros. O objetivo é capacitar moradores de rua, albergados e pessoas em situação de vulnerabilidade social para trabalhar nesta profissão e se reinserir socialmente. Portanto, muito mais do que o aspecto arquitetônico de reconstrução das calçadas, o PASSEIO LIVRE está abrindo um novo mercado de trabalho que estava abandonado e que é uma possibilidade de reconstrução de vida para muitas pessoas.

A primeira equipe foi formada em Pinheiros, recebendo conceitos técnicos, teóricos e tendo como aula prática a construção de uma área de 340 metros quadrados de calçada na rua Cardeal Arcoverde, na altura da rua Cônego Eugênio Leite, em Pinheiros.

Neste curso, os calceteiros aprendem inclusive as normas de acessibilidade e as técnicas mais recentes de execução de calçada. No exemplo da rua Cardeal Arcoverde, foram usados blocos intertravados que permitem cores variadas, têm capacidade drenante e são removíveis, possibilitando às concessionárias de serviço público fazerem obras no subsolo sem precisar quebrar o passeio.

Os formados pelo curso de capacitação trabalham hoje nas Subprefeituras, recebendo uma bolsa auxílio de R$364,00; após 6 meses estarão em cooperativas, trabalhando para a iniciativa privada. Atualmente 29 das 31 Subprefeituras possuem equipes, totalizando 450 calceteiros, que estão reconstruindo diversas calçadas públicas.

Parcerias e adoção de calçadas

Algo muito comum de se ver na cidade são praças adotadas por empresas que recuperam e cuidam do local, em troca de publicidade. Pois agora isto também se tornou possível para as calçadas. Algumas entidades -- principalmente do comércio-- tem aproveitado essa alternativa para recuperar, em parceria com o poder público, as ruas onde estão instaladas.

Um exemplo disso é a rua Haddock Lobo, a primeira a ser recuperada, pelo Colégio São Luiz, seguindo o novo decreto e que já está tendo repercussão nas calçadas vizinhas. Neste projeto (abaixo) fica visível a divisão da calçada em três faixas, com a faixa central desobstruída, com piso em placas pré-moldadas e as faixas laterais em bloco intertravado colorido.

Outro exemplo é a Praça Benedito Calixto, onde nos fins de semana ocorre uma feira cultural que recebe milhares de visitantes. Nesta obra, que está sendo finalizada, o espaço para a feira está funcionalmente melhor e os canteiros foram rebaixados, recebendo um novo paisagismo. Uma inovação é o alargamento das calçadas nas esquinas, o que facilita a travessia dos pedestres.

O exemplo mais significativo, porém, ocorreu na rua comercial Benedito Andrade, em Pirituba, na Zona Norte da capital. Ali os comerciantes se reuniram e elaboraram, junto com a Subprefeitura, um projeto de paisagismo e padronização das calçadas seguindo as normas de acessiblidade. A rua estava degradada e era ocupada por camelôs que, por acordo, mudaram para uma rua transversal, onde foram construídos boxes padronizados para abriga-los. Os comerciantes pagaram o material e parte da mão de obra e a Subrefeitura fez a quebra e a remoção do entulho, disponibilizando o trabalho dos calceteiros para ajudar na mão de obra. Com a realização do projeto, a referida via se transformou em referencia para a Zona Norte, tendo um aumento significativo do número de seus freqüentadores, com a nova calçada sendo o atrativo principal.

Reconstrução das calçadas públicas

As Subprefeituras iniciaram, em novembro de 2005, um programa contínuo de obras de recuperação dos passeios de responsabilidade da Prefeitura. Para isso foi criado um desenho especial (abaixo), com as faixas do passeio com as cores vermelho e cinza. Na faixa livre, do centro do passeio, um desenho remete à imagem do mapa de São Paulo --conhecido como “cachorrinho”. Cada Subprefeitura recebeu 4.000 metros quadrados de piso para recuperar as calçadas deterioradas. Para o planejamento foram priorizadas as calçadas de locais onde há circulação maior de pedestres, valorizando escolas, hospitais, terminais de ônibus e as próprias sedes das Subprefeituras. Nesta fase já foram executados 80.000 metros quadrados, do total de 124.000 metros quadrados previstos.

O impacto visual nos locais onde a padronização foi realizada é muito grande e tem sido um motivo da população voltar a valorizar e cuidar desses equipamentos. Além disso, o desenho padrão serve como uma forma de identificar os prédios públicos.

No ano de 2006 pela primeira vez na história existiu verba no orçamento da Prefeitura exclusivamente para construção e reforma de calçadas. Com este dinheiro o programa entrou na segunda fase, já em planejamento, que prevê a recuperação das ruas classificadas como estruturais pelo Plano Diretor Regional de 2004, que são as grandes avenidas. Cada Subprefeitura padronizará 5.000 metros de uma de suas estruturais, totalizando 31 ruas nesta fase. Junto com as estruturais serão iniciadas obras nas chamadas “rotas estratégicas” que são circuitos de maior fluxo de pedestres definidos a partir de um geoprocessamento de todos os equipamentos públicos e pólos geradores de tráfego como centros comerciais e de serviços.

autor: José Renato Melhem